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Monitorização contínua de glicose

A monitorização contínua de glicose (CGM do inglês Continuous Glucose Monitoring) é uma forma de monitorar os níveis de glicemia a cada 5 a 15 minutos (dependendo do equipamento) durante as 24 horas do dia. 

Alguns equipamentos de CGM exigem que sejam feitas algumas medidas de glicemia capilar (na ponta do dedo, de acordo com o descrito no artigo “Auto monitorização de glicemia – Parte 2”) ao longo do dia, para que eles sejam calibrados periodicamente.

Os sistemas de CGM utilizam um sensor de glicose para medir seus níveis no fluido do tecido subcutâneo (abaixo da pele). Esse sensor fica conectado a um dispositivo que fica na pele, que, por sua vez, transmite o resultado verificado da glicose para um aparelho específico ou, mais recentemente, para um aparelho celular que tenha o aplicativo específico instalado. Nos casos em que o paciente portador de diabetes seja usuário da bomba de insulina, o sensor pode enviar o resultado da glicose diretamente para a bomba de insulina.

O sensor deve ser trocado a cada 7 a 14 dias, também dependendo do equipamento utilizado. Sempre devem-se seguir as orientações de cada um dos fabricantes em relação ao tempo de duração do sensor e quanto à necessidade de calibração ou não.

As pessoas que mais se beneficiam dos sistemas de CGM são os portadores de diabetes tipo 1, que precisam de várias aplicações de insulina ao longo do dia e, portanto, precisam de uma monitorização mais cuidadosa, além de estarem mais suscetíveis à ocorrência de hipoglicemias ou a grandes oscilações dos níveis glicêmicos.

Alguns pacientes com diabetes tipo 2 também podem se beneficiar dos sistemas de CGM, em especial os usuários de insulina ou que tenham grande risco de hipoglicemia. Eles pode fazer uso contínuo do sistema ou usá-lo de forma intermitente, por alguns períodos, para ajudar a observar o controle glicêmicos, inclusive durante à noite.

Há estudos que mostram que pacientes portadores de diabetes tipo 1 e que utilizam algum sistema de CGM apresentam melhor controle glicêmico na média. Alguns sistemas podem, inclusive, avisar o paciente se a glicemia está caindo ou com risco para hipoglicemia ou se está subindo muito. Além disso, essas informações podem ser baixadas e podem ser criados relatórios, que ajudam muito, tanto o médico quanto o paciente, no ajuste das insulinas ao longo do dia.

Por outro lado, os sensores de glicose destes sistemas tendem a ser menos precisos do que as verificações de glicemia feitas picando o dedo. Eles erram com maior frequência quando a glicose está mudando rápido ou quando existe uma hipoglicemia (glicemia < 40 mg/dl). Então, em casos extremos ou de dúvida, é sempre bom conferir o resultado apresentado pelo sistema de CGM através da verificação da glicemia capilar.

Outra grande desvantagem destes sistemas é do custo dos equipamentos e dos sensores que devem ser adquiridos periodicamente.

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